quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os 10 profissionais mais procurados no mercado de trabalho

A crise trouxe impactos para o mercado de trabalho brasileiro, inclusive no perfil profissional mais requisitado.

"No ano passado, eram buscadas pessoas ligadas à venda e marketing. Elas continuam sendo bastante procuradas, mas, com a crise, há uma mudança no humor das empresas e áreas que não eram foco, como tributária, jurídica e controladoria, passam a ser foco", afirmou o diretor do Grupo Foco, Pedro Amaral Dinkhuysen.

Além disso, de acordo com ele, serão mais requisitados profissionais experientes. "O Brasil tem lideranças muito jovens, abaixo de 40 anos. Isso estava exacerbado, por causa da ambição destes profissionais e do momento de expansão econômica. Agora, o que se precisa é de controle e de maturidade", contou. Em relação ao perfil técnico ou generalista, Dinkhuysen afirmou que o primeiro será mais requisitado, desde que tenha vivência em crises passadas.

Os 10 mais procurados

Apesar de todas as restrições descritas, existem profissionais que passam ilesos por esta crise. Confira abaixo quais são eles:

1. Diretor financeiro: de acordo com o diretor do Grupo Foco, eles estão na lista dos 10 mais procurados porque são especialistas em gerenciar riscos;
2. Diretor tributário: se for um bom profissional, pode trazer retornos consideráveis para a empresa;
3. Profissionais da área jurídica: advogados, por exemplo, vêm ganhando mercado empresarial e evitando perdas das empresas com processos;
4. Controller (controladoria): ligado à gestão de back office (associado aos departamentos administrativos de uma empresa, departamentos que mantêm nenhum ou muito pouco contato com os cliente);
5. Diretor de RH (recursos humanos): para buscar pessoas com experiência, capazes de lidar com o momento de crise, e para encontrar maneiras de reter e atrair talentos;
6. Vendas/Marketing: o mercado para esses profissionais continua aquecido, apesar de ter perdido espaço;
7. Supply Chain (responsável pelo desenvolvimento de produtos): esse profissional reduz preços e traz retorno para a empresa;
8. Área de TI (tecnologia da informação): hoje esse profissional está mais estratégico e também traz retornos para a empresa;
9. Analista de risco de bancos: para que as instituições possam atuar com mais segurança frente à crise;
10. Engenharia: vai estar aquecido, mas com desaceleração. Foco em engenharia pesada, por causa dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

As seis profissões mais valorizadas em 2010 na área de tecnologia serão essas.

Com o novo ano e a estabilização da economia internacional, as empresas de tecnologia da informação voltam a abrir suas portas.

Demanda crescente para novos projetos. Funcionários veteranos saindo da companhia. Quem poderia reclamar dessas pressões nos últimos meses de 2009, quando o ano passou por uma nuvem de miséria econômica?

Certamente não o diretor de Tecnologia da Informação (TI) da Randall-Reilly Publishing, Shane Kilgore. Ele ficou magoado ao ver dois talentosos desenvolvedores de softwares saírem da empresa, mas encarou o fato como um sinal de que a economia está tomando seus primeiros passos rumo à recuperação.

Ele planeja contratar novos desenvolvedores em 2010, não apenas para substituir os que saíram, mas também para trabalhar em novos produtos que serão a demanda quando a recuperação melhorar.

“As coisas foram congeladas por causa da economia”, diz Kilgore. “Mas se não lançarmos produtos, não teremos lugares suficientes para que os consumidores possam investir o dinheiro.”

Ainda assim, com os sinais de recuperação e até mesmo crescimento de empregos em 2010, companhias como a Randall-Reilly darão prioridade às pessoas com habilidades que abrangem várias disciplinas.

Trabalho por projetos

Nem sempre, no entanto, as companhias vão ter um funcionário em tempo integral, segundo o vice-presidente sênior da Dice Holdings, Tom Silver. “Algo que vemos as empresas fazendo é trazer um funcionário trabalhar em um projeto e, quando os negócios voltam à ativa, elas o contratam para tempo integral”, afirmou Silver.

Segundo a previsão para 2010 da Computerworld, os planos de contratos para o ano novo não estão nos níveis de 2009. Menos de 20% dos 312 executivos de TI entrevistados disseram que planejam aumentar a equipe nos próximos 12 meses; em 2009, esse número era 26%. E cerca de 20% disseram que planejam reduzir as equipes de TI.

Para os profissionais de TI que estão ligados no assunto, aqui estão seis tipos de habilidades bem vistas por entrevistados que prentendem contratar funcionários para o setor em 2010.

* 1. Programação/Desenvolvimento de Aplicações

Entre as companhias que planejam contratar, a maior razão para isso é atender à demanda de novos sistemas e projetos. Isso explica porque essa é a função de programação e desenvolvimento de aplicações figuram como as mais valorizadas, de longe, segundo a pesquisa da Computerworld.

“Estamos vendo novos projetos recebendo aprovação”, afirmou Dave Willmer, diretor-executivo da equipe de TI da Robert Half Technology. É bem possível, segundo ele, que esses sejam projetos que foram cancelados no final de 2008 voltem ao cenário em 2010. A onda de novos projetos também está criando uma demanda por desenvolvedores de aplicações que possam atuar como analistas de negócios e gestores de projetos, de acordo com Willmer.

Em termos específicos, as companhias vão procurar desenvolvedores com conhecimento em .Net, Java, desenvolvimento web, código aberto e tecnologias de portal como o Microsoft Sharepoint, afirmou Willmer.

Cresce a demanda por pessoas que saibam linguagens de programação especializadas, como Ruby on Rails e Ajax, segundo Silver. Não há muitos empregos que precisam dessas habilidades, mas o número de oportunidades tem aumentado desde o começo de 2009.

Kilgore diz que ele gostaria de encontrar um desenvolvedor de softwares “híbrido”, que também possa atuar como analista de negócios. “Precisamos de alguém que possa conversar sobre negócios e ser um coletor de requerimentos, administrador de projetos e desenvolvedor de software, todos em um”, ele diz. Kilgore também precisa de desenvolvedores com habilidade em código aberto – um talento raro, segundo ele – e profissionais familiarizados com as ferramentas da Microsoft para ERP e partes de marketing inteligente do negócio.

Willmer afirma que faz sentido as companhias procurarem desenvolvedores com habilidades em outras áreas, como analistas ou até mesmo do setor de garantia de qualidade, já que os recrutadores estão preocupados com o custo do talento. “Eles estão se certificando de conseguir o máximo com seus recursos”, disse Willmer.

Os entrevistados da pesquisa da Computerworld também disseram que precisam de desenvolvedores para construir aplicações caseiras, como medida para economizar dinheiro. É o caso do administrador de serviços de informações da Covdien, James Sullivan.

Sullivan pretende adicionar em breve três ou quatro programadores/analistas com conhecimentos de negócios e experiências em Java ou .Net, além de compreensão de bancos de dados SQL. Isso representa um aumento de 25% em seus padrões de contratação, e é uma mudança em relação aos anos anteriores, nos quais ele procurava apenas habilidades de programação.

Um dos projetos da Covidien para 2010 é migrar de aplicações personalizadas de terceiros para aplicações comerciais de prateleira ou trazê-las de casa. Isso, segundo Sullivan, reduziria os gastos com fornecedores e consultorias, além de permitir ao seu grupo oferecer suporte e contornar as mudanças de negócios mais rapidamente. Isso se relaciona a uma tendência crescente na Convivien de aproveitar melhor os recursos existentes. “Se algo leva dez horas por dia, estamos perguntando como fazê-lo em uma hora”, afirmou Sullivan.

* 2. Help Desk/Suporte técnico

Não é surpresa que haverá uma forte demanda por pessoas nesse setor em 2010; a necessidade por técnicos de suporte tende a refletir as condições gerais dos negócios, afirmou Silver. “Conforme os negócios começam a melhorar, as companhias contraram mais pessoas, o que aumenta a demanda pela equipe de help desk”, ele explica.

Willmer diz que já percebe um aumento na demanda por help desk e suporte, especialmente em torno de companhias que fizeram muitos cortes nesse setor em 2009. “Eles podem se sair bem com isso por um determinado tempo, mas o problema ressurge e afeta as receitas”, completou Willmer.

* 3. Redes

A demanda por profissionais de rede, segundo Willmer, está relacionada à crescente complexidade das redes e ao estresse colocado sobre elas pela computação em nuvem e softwares como serviços.

O CIO da Energy Northwest, Keith Cooke, afirma que o setor de redes será uma área de foco em 2010. A sua companhia está usando cada vez mais vídeo e voz sobre rede IP, portanto precisará de engenheiros de rede, voz e rádio para tratar de atualizações e assegurar que elas se encaixem nos padrões federais.

* 4.Gestão de projetos

Silver vê a area de gestão de projetos como um setor que cresce em importância e um bom local para profissionais de tecnologia interessados em ampliar suas carreiras. “Profissionais que entendem a tecnologia e como ela se encaixa nas estratégias de negócios são os mais valiosos, recebem mais e tem as melhores carreiras”, afirmou Silver.

* 5. Segurança

Willmer vê relação entre a demanda por habilidades de segurança e a economia ainda cambaleante. “A maior ameaça para as companhias são as falhas em sua própria equipe. Quando se muda a equipe e enfrenta empregados insatisfeitos, as chances de uma fraude de rede ou infração de segurança aumentam”, afirma.

Enquanto isso, Cooke, está concentrado em contratar pessoas com habilidades em segurança cibernética. “Dez anos atrás, não nos preocupávamos – como líderes de nossas companhias – com questões como senhas. Agora estamos nos certificando de apoiar senhas complexas. É uma nova realidade”, afirmou Cooke.

Segurança é uma habilidade sempre procurada, segundo Silver. “Se você souber como ajudar a manter seguras as informações da sua companhia, ela será sua casa para sempre.”

* 6. Inteligência de negócios

Os entrevistados pela Computerworld classificaram a inteligência de negócios (BI, em inglês) como sexta colocada em importância. Mas, para Kilgore, BI é uma prioridade maior. “Como uma organização de tamanho menor, estamos atrasados na questão da BI. Não temos a verba para fazer um ano de trabalho R&D, portanto precisamos nos virar”, afirmou Kilgore.

Já Sullivan gostaria de encontrar um arquiteto de dados para ajudar na conversão da Covidien em uma corporação de nível padrão. Mais importante do que um especialista de BI, no entanto, são programadores/analistas que podem relacionar o conteúdo de tabelas, bancos de dados e estruturas de informações aos requerimentos de negócios. “Acho que isso vale mais para nós neste estágio de estabelecimento de BI e uso pelo setor de negócios”, afirmou Sullivan.
(Mary Brandel)
http://idgnow.uol.com.br
essa galera é top… em TI

Os empregos mais perigosos do mundo

Na terça-feira passada, o mundo testemunhou um milagre na China: 115 trabalhadores foram retirados vivos de uma mina de carvão inundada, depois de oito dias sem água potável e comida. O inusitado, porém, encobriu o drama de outros 38 mineiros, que continuavam debaixo da terra. É essa a realidade de quem trabalha nas minas da China: cada vez que se inicia a labuta, a possibilidade é grande de não voltar com vida à superfície. Mas os mineiros chineses não são os únicos a enfrentar uma rotina de riscos. Confira a seguir quatro dos mais perigosos empregos do mundo:

As profissões mais bem pagas no Brasil

Desejo de ficar rico pode não ser um critério determinante em testes vocacionais, mas é prudente saber quais são as perspectivas financeiras de uma profissão antes de investir nela tempo e dinheiro. Um dos estudos mais completos sobre salários é o da Fundação Getulio Vargas. Com base nele, foi elaborado o ranking desta reportagem. O critério utilizado para revelar os campeões da remuneração foi o salário médio de cada profissão em todo o país. Algumas variáveis tendem a puxar os valores para cima. Entre elas, viver nos estados do Sudeste e em metrópoles. Para ganhar bem, no entanto, não basta escolher uma das carreiras que encabeçam a lista. "Médicos, advogados e engenheiros podem ter bons salários na média, mas mesmo eles não vão muito longe sem vocação, competência e um bom nível de conhecimento profissional", diz Marcelo Ferrari, consultor sênior da área de capital humano da Mercer, em São Paulo. Ou seja, de nada adianta optar por direito, sonhando em ser um dia um juiz com ótimo salário inicial, se não se tem gosto pelo estudo das leis, pelo debate de ideias e pela leitura. Outra regra que vale para todas as profissões: rendimentos mensais de seis dígitos são privilégio de muito poucos. Guiar-se por eles na escolha da profissão possivelmente levará a incômodas decepções no futuro. Por mais competente que alguém seja e por mais que se empenhe na carreira, há sempre no percurso uma infinidade de condições que ajudam a chegar ao topo - ou atrapalham. Aliar-se com as pessoas certas, ter bons chefes, deparar com as oportunidades no momento ideal, atuar em um setor de atividade que subitamente cresce em relevância econômica - enfim, há circunstâncias que, em geral, não podem ser previstas e quase sempre têm impacto na evolução profissional. "Por isso, o melhor é não ficar enjaulado em uma carreira: aprenda outras atividades e tenha sempre um plano B", diz César Souza, presidente da consultoria Empreenda, de São Paulo.


Há três caminhos que, em geral, levam a bons salários. O primeiro é procurar vagas nas empresas líderes de cada setor, pois costumam ser as que mais crescem e, portanto, as que oferecem as melhores oportunidades e pagam melhor. Um analista financeiro júnior que começa ganhando mais que a média de mercado em uma empresa pequena, por exemplo, pode demorar até sete anos para ser promovido. Em uma companhia líder, em quatro anos, em média, ele já passa a ocupar o cargo de analista sênior, com um salário maior. O segundo caminho, válido para profissionais liberais, é conquistar bons clientes e assumir a propriedade do próprio nariz. Os médicos, arquitetos e advogados mais bem-sucedidos (leia-se, com os melhores rendimentos) quase sempre atendem em consultório ou escritório próprio. O terceiro caminho é optar por carreiras do serviço público com bons salários iniciais, como fiscal da Receita Federal ou juiz.


Para ganhar bem, não se pode parar de estudar nunca. A pesquisa da FGV acrescenta novas comprovações à já consolidada tese de que o investimento em educação aumenta salários e reduz a possibilidade de desemprego. A taxa de ocupação entre os brasileiros em idade ativa que nunca passaram de um ano de estudo é de 60%. Entre os que estudaram dezoito anos ou mais, 91% têm trabalho. Quanto aos salários, cada ano de estudo adicional representa um aumento médio de 15% no valor recebido no fim do mês. O ideal, portanto, é não ficar só no diploma universitário. Cursos de especialização e pós-graduação fazem diferença no contracheque de carreiras em que o conhecimento técnico é essencial, como medicina e análise de sistemas. "Uma experiência sólida no exterior, seja acadêmica, seja profissional, também influencia positivamente no nível salarial e no rumo que a carreira toma", diz Renato Bagnolesi, headhunter da Robert Wong Consultoria Executiva. Trata-se de um investimento com um alto retorno na vida pessoal. Afinal, um bom salário costuma ser diretamente proporcional à satisfação no trabalho.



Vale um "brilho no olhar"


Luciane Cristina Muraro tem 30 anos e recebe um salário mensal de 21 000 reais. Ela é juíza federal substituta do Tribunal Regional do Trabalho, em Minas Gerais, há mais de um ano. "O salário agrada, claro, mas não foi o único motivo para eu ter escolhido essa carreira", diz a jovem juíza. "O papel de pacificadora sempre me atraiu, o que é perfeito para uma função que exige a habilidade de apaziguar disputas." Nascida em Tangará da Serra, em Mato Grosso, Luciane mudou-se para o Rio de Janeiro para cursar direito. Após a formatura, em 2001, começou a se preparar para o concurso público para juiz, em que só 10% dos inscritos passam da primeira fase. Luciane participou de cursos e palestras e trabalhou em escritórios especializados nas áreas penal, cível e trabalhista, para descobrir sua vocação. Ela gosta da vida quase nômade dos magistrados iniciantes. Antes de se estabelecer em Belo Horizonte, passou pelo Tribunal Regional do Trabalho em Mato Grosso. "Atualmente, permaneço a maior parte do tempo na capital mineira, onde a sala de audiência é frequentada por representantes de grandes indústrias." Luciane pretende continuar estudando para galgar todos os postos da carreira. Isso inclui fazer pós-graduação e passar uma temporada no exterior. "O importante é manter sempre o mesmo brilho no olhar que eu tinha no dia da minha posse."

Fonte: Revista Veja

Cargos mais procurados

* Os cargos desta área estão apresentados em ordem alfabética.
* Não são considerados os cargos dos anúncios veiculados pelas empresas, apenas os das pesquisas no Banco de Currículos.
* Os nomes correspondem ao cargo exato, mesmo existindo cargos relacionados no sistema (por exemplo: Gerente de Call Center e Gerente de Telemarketing são cargos relacionados à mesma área/função, mas são considerados como cargos diferentes)


Área: Marketing e Vendas
Analista de Marketing
Analista de Negócios
Analista de Pesquisa de Mercado
Analista de Vendas
Assessor Marketing
Assistente Administração de Vendas
Assistente Comercial
Assistente de Eventos
Assistente de Marketing
Assistente de Pesquisa e Planejamento
Assistente de Propaganda
Assistente de Vendas
Aux. Administrativo de Vendas
Auxiliar de Eventos
Chefe ou Sup. Administração Vendas
Chefe ou Sup. Marketing
Coordenador de Eventos
Coordenador de Vendas
Demonstrador
Executivo de Contas
Gerência de Vendas
Gerente Comercial
Gerente de Marketing
Gerente de Negócios
Gerente de Produto
Gerente de Vendas
Orçamentista
Promotor de Vendas
Propagandista
Representante Comercial
Supervisor de Marketing
Supervisor de Promoção
Supervisor de Vendas
Vendedor
Vendedor de Veículos